Meu dia curioso
Hoje eu tive um dia bastante estressante e no mínimo curioso, e por isso, acho que vale um post. Comentarei de maneira resumida. Tudo começou quando logo após a prova de Penal eu fui pela enésima vez no Ceped ver se já tinha saído o certificado do meu curso de informática. A mulher disse que não. Dessa vez ela deu a sugestão de eu ir na secretaria de pós-graduação. Chegando lá, descobri que o certificado não tinha saído, mas para o meu desespero havia sido entregue uma declaração para as horas complementares para quem havia requerido até sexta passada, informação que eu desconhecia. Imaginem a minha cara ao saber que os quatro longos e intermináveis meses que eu havia passado mofando na Uerj até as 6h da noite, três vezes por semana que contariam 60 h para as atividades complementares iriam por água abaixo! É ruim que eu iria me conformar com isso. A mulher que me atendeu não estava com boa vontade e disse que não poderia me dar o documento porque tinha mais o que fazer e que o Maurício Mota tinha que assinar e só voltaria à noite. Eu que voltasse lá até às 17:30. Fui até o carinha das horas complementares perguntando se poderia entregar no próximo período e ele disse que não. Sugeriu que o Celso Mello assinasse. Voltei lá e falei que o diretor podia assinar, bla, bla, bla, que era um absurdo ninguém ter me avisado nada, que eles tinham meu telefone e e-mail etc, etc, enfim, torrei a paciência da mulher, que disse que ia ver o que podia fazer. Peguei com ela o telefone de lá e voltaria quando estivesse pronto. Minha mãe estava no Centro e pediu que me encontrasse com ela lá para irmos embora juntas. Ela estava fazendo hora no Bingo Rio Branco. Achei boa a idéia de passar o tempo por lá. Quando saí do metrô dei de cara com o ônibus do condomínio. Lógico, se eu precisasse dele ia demorar uns 20 minutos. Quando estava no bingo, liguei para o número que a mulher do Ceped tinha me dado. Atendeu um cara todo lesado, certamente um desses adolescentes retardados. Achei estranho e perguntei o que me interessava. Falou que ligasse de novo mais tarde. Já achando que não iria pegar a tal declaração, resolvi ligar para o italiano para saber se pelo menos a de lá já tinha chegado a tempo, mas não tinha o telefone. Tive a idéia de ligar para casa para minha avó ver para mim e só dava ocupado. Liguei para a vizinha para que ela batesse lá em casa e ela disse que ninguém atendia. Comecei a entrar em pânico. Minha avó, 83 anos, peralta do jeito que é, vive se estabacando e nunca sai de casa sozinha! Enchi a paciência da minha mãe para irmos embora, mas ela queria ir no banco pagar umas contas e achava que não tinha acontecido nada. Ligou para a administração do prédio para interfonarem para casa. Para o meu alívio, o carinha falou que minha avó tinha atendido e deu o recado de colocar o telefone no gancho, Fomos para o banco. De lá, liguei novamente para o Ceped e o cara que atendeu falou que aquele número era de uma "house". Eu já devia imaginar que não poderia prestar o que aquele lesado me dissesse. Lembrei que tinha o telefone da secretaria na memória do celular. Liguei para lá e disse que queria o número do Ceped, "aquele que fica aí em frente". Liguei para o número de um Ceped, que me repassou para o tel. de outro Ceped, que finalmente me passou para o Ceped que me interessava. Quase não acreditei quando a mulher falou que estava pronto. Finalmente! Convenci minha mãe meio a contragosto a me acompanhar até a Uerj. Quando atravessamos a rua para pegar o metrô, adivinhem. Me passa o ônibus do condomínio novamente. Lei de Murphy acontece comigo de forma impressionante! Não vou relatar a parte que minha mãe quase foi atropelada por uma jamanta dentre outros fatos. Depois de pegar o sonhado papel, fui tirar xerox daqule papelzinho burocrático para a entrega. Sem noção, aqueles morféticos colocaram em volume máximo Bonde do Tigrão dentre outras poluições sonoras enquanto trabalhavam. Além disso e do calor infernal, fiquei meia hora só para pedir a pasta do CALC. Minha mãe xingava, esbravejava. "Ninguém merece ouvir isso!". Quando uma garota do CALC chegou para pegar um daqueles papéis, que estavam na cota, aproveitei e peguei um para mim também. Finalmente iria para casa! Eram 17h e o próximo ônibus que iria passar pela Tijuca (caminho mais próximo) era só às 18h. Concordamos em ir para a Tijuca e pegar um 234 com ar condicionado lá. Chegando na praça, minha mãe me diz: "vamos dar um pulinho ali". O que era? Bingo Saens Peña! Nãããããããoooo! De novo não! "Ah, só para fazer hora até o ônibus das seis". Na hora de pegar o ônibus me aparece na fila uma criancinha "daquelas" e eu comentei: "com tanto que não abra a boca e não sente perto de mim..." Foi só falar! Adivinhem o que aconteceu? Lógico, né? A pestinha ficava cantando e soltando gritinhos, tudo o que eu adoro. Quem merece! Bom, no final, ufa(!), o que interessa é que eu cheguei sã e salva e acabei de descobrir que não fiz nada que a Suzana de petróleo tinha pedido. Tudo bem...

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